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FIEB publica 3ª edição de Revista Especial sobre Sindicatos

OS DESAFIOS DA COMPETITIVIDADE

Após anos de retração, a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação.
A inflação está controlada e até abaixo da meta, os juros estão no menor patamar da história recente e o mercado interno começa a reagir. Isso não significa que o caminho daqui para frente será fácil para quem planeja investir. Temos problemas sérios de infraestrutura, especialmente na área portuária, e um ambiente
ainda hostil aos negócios, do qual são exemplos a estrutura tributária caótica e a burocracia paralisante do setor público.
Porém, mesmo em relação ao ambiente de negócios observamos avanços recentes, incluindo as novas regras para os investimentos no pré-sal e a política de privatizações. Mas a principal conquista nesse aspecto foi, sem dúvida, a aprovação da reforma trabalhista, que entrou em vigor no final de 2017, um sopro de modernização nas relações trabalhistas, até então limitadas por uma legislação congelada no tempo.
São muitas as novidades trazidas pela reforma trabalhista, incluindo maior segurança jurídica à terceirização,
novas formas de contratação, o desestímulo às reclamações trabalhistas infundadas e a diminuição da burocracia. Mas, seguramente, o maior avanço da nova legislação é possibilitar a livre negociação entre
empresas e trabalhadores, na busca do interesse comum, incluindo itens como banco de horas, home office, trabalho intermitente, jornada de trabalho e remuneração por produtividade.
O que for negociado assume status de lei, o que tornará ainda mais relevante o papel dos sindicatos, tanto empresariais quanto laborais. Porém, a extinção da contribuição sindical compulsória, uma fonte de recursos que até então mantinha as estruturas sindicais, traz novos desafios e responsabilidades.
Para se manter relevante nesta nova ordem, o sindicato empresarial precisa ampliar espaços de protagonismo. De um lado, é importante estar capacitado a prestar serviços de utilidade no âmbito do universo empresarial que representa, seja no apoio em negociações, seja com ações que estimulem a inovação ou a qualificação na gestão, e que se traduzam em aumento da competitividade. Por outro lado, precisa estar cada vez mais apto a defender os interesses legítimos de seus representados, seja para eliminar riscos de retrocessos institucionais, seja contribuindo para aprimorar iniciativas legislativas que ajudem a criar um bom ambiente de negócios.
Nos últimos anos, houve o aumento da base sindical sob o manto da FIEB. Hoje, integram a entidade 43 sindicatos da indústria. Eles são cada vez mais atuantes. Ao bater à porta da Federação em busca de apoio, necessitam ser atendidos com presteza e eficiência, seja em suas demandas por serviços, seja quando agem em defesa de interesses da indústria. O crescimento da base sindical é o reconhecimento de que o Sistema FIEB atende às expectativas de sua base, estando preparado para assumir os desafios da competitividade.

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2018